Gráficos de acompanhamento são um mecanismo de demonstração do andamento da iteração, ou do projeto como um todo, de forma visual. O objetivo ao expressar visualmente esses dados é facilitar a sua compreensão e possibilitar ao observador verificar rapidamente, em linhas gerais, a situação que está sendo analisada. Duas formas de visualização são utilizadas para verificar o andamento do projeto: a nível de iteração e a nível de projeto.
Gráfico Burndown
O gráfico de burndown registra a evolução das estórias ao longo de uma iteração. Relaciona o esforço realizado ao longo da iteração com o tempo previsto da mesma. A análise desse gráfico permite visualizar evolução das estórias, o tamanho da iteração e a velocidade da equipe.
O gráfico é atualizado pela equipe diariamente, marcando pontos que representam os pontos por estória que ainda estão faltando ser realizados na iteração a partir daquela data. O gráfico deve ser atualizado juntamente com o quadro de tarefas e assim, para simplificar a atualização e facilitar a visualização por parte de toda a equipe, eles são apresentados em conjunto. A Figura 1, adaptada de Kniberg (2008), mostra uma comparação entre diferentes situações de um gráfico de burndown.
Gráfico Burndown com barras
Os gŕaficos de burndown com barras refletem o andamento do projeto inteiro e não de uma iteração isolada. A partir de seu uso é possível identificar mudanças na velocidade e no escopo do projeto. O progresso do projeto é mostrado acima da linha de base do gráfico. Cada barra reflete uma iteração (eixo horizontal). A altura das barras demonstra a quantidade de trabalho (esforço) que ainda falta ser realizado no release, medido em pontos por estória, horas ou outra medida (no eixo vertical). Cada barra é desenhada antes do início de cada iteração, com os dados referentes ao resultado da iteração anterior. Há mais expressividade no gráfico de barras do que no burndown padrão, porém o seu significado não é tão óbvio a primeira vista. Como pode ser visto na Figura 2, adaptada de Cohn (2006).
Figura2. Um exemplo de gráfico de burndown com barras
Resumindo:
- trabalho completado -> topo da barra sobe;
- trabalho reestimado -> topo da barra desce ou sobe de acordo com a reestimativa
- trabalho adicionado ao release -> parte de baixo da barra desce
- trabalho removido do release -> parte de baixo da barra sobe
Com essas regras de criação em mente, podemos perceber no gráfico da Figura2, que se trata de um projeto onde a equipe fez um bom progresso nas duas primeiras iterações. Uma pequena quantidade de trabalho foi adicionada na segunda iteração. Durante a terceira iteração a equipe descobriu que algumas de suas histórias estavam subestimadas e as reestimou para cima, o que aumentou o topo da quarta barra. Antes do início da quarta iteração, trabalho foi removido do plano do release, o que resultou na parte de baixo da barra acima do zero. A partir daí, o projeto continuou com progresso consistente até o fim.
O burndown chart é capaz de informar as duas mais importantes informações para o acompanhamento do projeto: quanto trabalho falta e qual é a taxa de progresso da equipe face ao decorrer do tempo e às mudanças no plano. Assim, o gráfico fornece uma maneira de demonstrar o tamanho do release, sua evolução, e mudanças do escopo ao longo do mesmo, funcionando como um histórico para a equipe e a serviço das estimativas futuras.
COHN, M. Agile Estimating and Planning. New York: Addison-Wesley, 2006.
KNIBERG, H. Scrum e XP Direto das Trincheiras. InfoQ, 2008. Disponível em http://www.infoq.com/br/minibooks/scrum-xp-from-the-trenches.
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