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Lula diz que governo poderá assumir tarefa de levar a internet rápida para todos municípios
(12/03/10)Brasília - Ao discursar hoje (12), durante visita a uma fábrica de computadores em Curitiba (PR), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo poderá assumir a tarefa de levar a internet de alta velocidade para todos os municípios do país. Lula disse ainda que a expansão do serviço de banda larga pode fazer com o que o Brasil se torne o terceiro maior fabricante de computadores do mundo.
“A banda larga vai sair”, assegurou Lula. “Ou as empresas privadas fazem parceria com o governo e a gente faz o que tem que fazer ou o governo estará preparado para fazer se as empresas não estiverem interessadas em fazer. Vamos levar a banda larga para onde for necessário levar, porque achamos que todo o brasileiro tem que ter igualdade de oportunidade”, disse o presidente.
Lula afirmou ainda que o governo federal está disposto a participar, ao lado dos governos municipais e estaduais, da criação de uma nova linha de crédito para financiar o setor de informática e também para que os jovens não deixem de estudar.
Ao falar para uma plateia formada por jovens trabalhadores de uma fábrica de computadores, o presidente afirmou que o século que vivemos será marcado pela necessidade de conhecimento e de formação de mão de obra qualificada.
“Este século 21 vai precisar de mais inteligência. O que vai fazer uma nação ficar rica é a capacidade educacional do seu povo, é a formação profissional, os investimentos em ciência e tecnologia. Por isso, quando mandamos a lei que trata da exploração do pré-sal, colocamos uma parte do dinheiro para investir em educação e ciência e tecnologia. O Brasil precisa ser um exportador de conhecimento”, afirmou.
O IV EnBrO acontece nos dias 15 e 16 de abril, unindo os 27 estados brasileiros por meio de videoconferência. As inscrições podem ser feitas no site http://encontro.broffice.org/enbro4. Os participantes devem levar 1kg de alimento não perecível. Os donativos serão doados para entidades assistenciais.
O Encontro Nacional BrOffice.org é composto de eventos regionais e integrado nacional e internacionalmente através de videoconferência, promovido pela ONG BrOffice.org em parceria com o SENAI. A organização de cada estado é liderada pelos coordenadores estaduais dos grupos de usuários BrOffice.org (GuBrO), em sintonia com a equipe de coordenação nacional.
A interatividade é garantida não somente pela videoconferência, mas também por salas de bate papo, em que participantes de cada estado repassam suas impressões, dúvidas e observações instantaneamente, segundo explica um dos coordenadores do IV EnBro, Carlos Braguini. "Desde o início fomos incisivos neste ponto e organizamos o evento para que haja a máxima interação possível, garantindo o objetivo máximo do evento: a integração nacional", explica Braguini. Além disso, em cada um dos pontos de transmissão acontecem atividades exclusivamente locais.
Serviço:
O quê: IV Encontro Nacional BrOffice.org
Quando: 15 e 16 de abril, das 9h às 18h30 (horário de Brasília)
Onde: nos 27 estados brasileiros, em rede nacional por videoconferência
Quanto: 1kg de alimento não perecível
Inscrições: http://encontro.broffice.org/enbro4/inscricao
Links importantes:
Locais do evento: http://encontro.broffice.org/enbro4/localizacao
Programação: http://encontro.broffice.org/enbro4/programacao
Sobre BrOffice.org: http://www.broffice.org/sobre
Para baixar o pacote: http://www.broffice.org/download
Sobre BrOffice.org
BrOffice.org/OpenOffice.org, além de ser uma suíte de programas de escritório totalmente gratuita, que pode ser instalada por qualquer usuário doméstico, empresas e entidades governamentais. O BrOffice.org Projeto Brasil é mantido por uma associação civil sem fins lucrativos. O objetivo é a elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano, através das atividades de educação profissional, capacitação para o desenvolvimento e disseminação do conhecimento.
Depois da decisão, que poderá ocorrer em abril, será necessário lançar editais para construção do backbone e do backhaul, ações que podem ser retardadas por meio de impugnações, conforme já especulam no mercado. “Aí é contar com o imponderável, por isso cada dia que passa fica mais difícil imaginar o que ainda poderá ser feito por este governo”, disse Santanna.
Apesar disso, o secretário da SLTI acredita que haverá tempo para levar o acesso à internet por meio da rede pública para 200 a 300 cidades nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, o que atingiria quase metade da população brasileira. Sobre a questão da última milha (levar o acesso ao consumidor), ele disse que depende da decisão do presidente da República, mas acredita na parceria com pequenos provedores para solucionar a questão.
Na última reunião técnica sobre o PNBL, realizada na semana passada, foi solicitada ao BNDES a apresentação da s formas de financiamento para essas pequenas empresas e para fabricantes de equipamentos. As sugestões ficaram de ser apresentadas ainda este mês.
Em relação à reativação da Telebrás para gerir a rede pública de banda larga, Santanna disse que ainda não há uma confirmação, embora o presidente Lula já tenha se manifestado favoravelmente a isso. Ele ressaltou que não há, dentro do governo, nenhuma posição formal contrária a que isso aconteça.
A reunião com o presidente Lula para definição do plano está marcada para o início de abril. O lançamento ocorrerá após esse encontro. A rede pública de banda larga será compostas com fibras ópticas das companhias elétricas e de empresas estatais, como da Petrobras.
O objetivo é detalhar o funcionamento dessa ação que pretende investir cerca de R$ 165 milhões no apoio à implantação de três mil novos centros gratuitos de acesso à internet e no fortalecimento de outras cinco mil unidades em todo o país.
Para isso, a Coordenação Executiva do Programa realizará uma apresentação no dia 10/03, em Brasília (DF), aberta a representantes de prefeituras e governos estaduais, organizações da sociedade civil, universidades e servidores públicos que atuam com o tema da inclusão digital, para que conheçam melhor a iniciativa e as formas de participação. O evento será, às 14h30, no Auditório do Ministério do Planejamento, Bloco K, da Esplanada dos Ministérios.
No dia 15/03, das 16h às 17h30, será realizada videoconferência em parceria com o Banco do Brasil para cerca de 1.800 localidades em todo o país, entre agências e escritórios regionais, com abertura do Ministro Paulo Bernardo. Na ocasião, o Colegiado de Coordenação Geral do Programa, composto pelos Ministérios das Comunicações, da Ciência e Tecnologia e do Planejamento, esclarecerá os principais pontos da iniciativa e o público poderá encaminhar dúvidas por telefone e fax que serão respondidas ao vivo.
Informações sobre o Programa e também sobre as localidades que receberão a videoconferência, assim como os procedimentos de reserva de vaga para participar dela estão disponíveis na Internet em: http://www.inclusaodigital.gov.br/telecentros
Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades - Telecentros.BR
O Telecentros.BR vai apoiar espaços de inclusão digital com equipamentos e mobiliário, o oferecimento de conexão em banda larga, a concessão de bolsas para formação de monitores, além de implantar uma Rede de Formação. Os interessados em participar têm até o dia 26 de março para encaminhar suas propostas ao Governo Federal pelo formulário eletrônico específico do Programa.
O edital com as regras para participar do Telecentros.BR está disponível em http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/telecentros/telecentros/Edital_TelecentrosBR-24-02-2010.pdf
Nova versão do SIPREV
(01/03/10)A nova versão do SIPREV/Gestão de RPPS desenvolvida pela Empresa de Tecnologia da Previdência Social-DATAPREV teve as primeiras interações homologadas. Os Entes Federativos de Regimes Próprios que fizeram treinamento do sistema em 2009 e possuem Plano de Trabalho assinado com o MPS, estão recebendo o disco contendo o instalador, manuais e programas auxiliares.
Conforme as aplicações forem homologadas, os gestores receberão as atualizações.
O Novo sistema para gerenciamento de Regimes Próprios de Previdência é disponibilizado gratuitamente pelo Ministério da Previdência Social.
Todas as informações sobre a instalação e utilização do sistema podem ser obtidas através do Portal do Software Público Brasileiro (http://www.softwarepublico.gov.br) por meio da Comunidade Siprev.
O usuário da comunidade SIPREV poderá ainda, baixar ou assistir o SIPREV Educacional, material interativo construído para auxiliar a operacionalização do sistema à distância.
Para fazer parte da comunidade SIPREV acesse:
http://www.previdencia.gov.br/conteudoDinamico.php?id=36 e clique em “roteiro de acesso ao portal"
Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento estabelece metas para o processo de migração
(25/02/10)Importância que ultrapassa o fator econômico
Após a criação do Programa Estadual de Migração para o Software Livre, a Seplan passou a desenvolver iniciativas de transição que pouco a pouco tem atingido todos os computadores do órgão. A gerente de Tecnologia da Informação (TI) da Secretaria, Rúbia Prado, esclarece que a meta é atingir no ano de 2010 o índice de 95% das estações de trabalho, com a instalação dos aplicativos de escritório BrOffice, que substituem a alternativa proprietária mais comum. Ainda neste mesmo ano, a gerente acrescenta que o objetivo é migrar 60% dos servidores de rede do órgão, restando apenas os computadores que funcionam com sistemas legados terceirizados de código fechado.
Ainda de acordo com Rúbia, os sites hospedados na Seplan (Seplan, Banco do Povo, Sepin, Sieg e Rede Goiás) estão sendo migrados de ASP para PHP e de Banco de dados SQL-Server para MySQL. A gerente de TI informa também que recentemente houve a uma parceria com o governo do Paraná, que proporcionou a substituição do sistema de Informações e estatísticas SEPINDADOS para o BDE – Goiás, com o envolvimento de desenvolvedores da Secretaria.
“Além de todos os benefícios citados, a Seplan economizará o montante de R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüênta mil reais) com licenciamento de softwares”, defende a gestora, acrescentando que além dos fatores econômicos, “o Software Livre é também uma ferramenta de ampliação da cidadania, difusão de conhecimentos e independência tecnológica”.
Seplan
A Seplan (Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento) é um órgão do governo do Estado de Goiás incumbido de gerenciar, coordenar e elaborar os programas orçamentários da administração pública estadual, bem como os sistemas estatísticos e pesquisas socioeconômicas no âmbito regional.
Dentro de suas atribuições, faz parte da Seplan de Goiás o Banco do Povo, que concede crédito ao micro e pequeno empreendedor, com objetivo de fomentar a geração de emprego e renda por meio da aquisição de ferramentas, equipamentos, veículos utilitários, maquinário e melhoria de instalações do micro e pequeno empresário. Outros programas desenvolvidos pela Seplan são o FCO - Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, o apoio a municípios e entidades e a instituição do Grupo de Trabalho para a Elaboração do Programa de Desenvolvimento da Área de Influência da Ferrovia Norte-Sul em perímetro goiano.
Fonte: Software Livre Goias
As entidades públicas e privadas sem fins lucrativos interessadas em participar do Programa Telecentros.Br têm 30 dias para apresentar suas propostas ao Governo Federal. Foi publicado nesta quarta-feira, dia 24 de fevereiro, no Diário Oficial da União, o edital com as regras do Programa que apoiará a implantação de três mil novos centros gratuitos de acesso à internet e ajudará o fortalecimento de outras cinco mil unidades em todo o país.
Todas as prefeituras devem conferir o edital publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, seção 3, pgs. 130 a 135. O Aviso de Seleção Pública de Parcerias MP/MCT/MC Nº1/2010 diz quais regras devem ser seguidas por entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos que querem participar da implantação e manutenção de telecentros. Com base no edital, os interessados poderão apresentar propostas que vão ser examinadas pela Coordenação do Programa, composta pelos Ministérios do Planejamento, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia.
O Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades - Telecentros.BR – pretende investir cerca de R$ 165 milhões na aquisição de equipamentos e mobiliário (R$ 64 milhões), no oferecimento de conexão em banda larga (R$ 27 milhões), na concessão de bolsas para formação de monitores (R$ 57,96 milhões) e na implantação de uma Rede de Formação (16 milhões).
As entidades com propostas aprovadas poderão receber kits com 10 computadores novos e mobiliário; kits de 5 ou 10 computadores recondicionados; além conexão à internet banda larga. Também estão previstas bolsas para jovens monitores no valor de R$ 484,01 (a quantia pode ser dividida em duas, para atendimento de dois jovens no mesmo telecentro) e participação no curso oferecido pela Rede Nacional de Formação para Inclusão Digital, a ser constituída especialmente para o Programa.
As aquisições e a distribuição dos bens e serviços aos telecentros aprovados pela Coordenação do Programa serão feitas de maneira centralizada pelo governo federal, sem repasse de recursos às entidades. As bolsas serão pagas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e a conexão ficará sob a responsabilidade do Ministério das Comunicações, que também ofertará os equipamentos de informática novos e mobiliário.
Ao Ministério do Planejamento, coordenador executivo do Programa, caberá a oferta de computadores recondicionados, em especial para a ampliação do acesso nos telecentros já em funcionamento. Também deverá constituir a Rede Nacional de Formação responsável pela formação dos bolsistas, além de receber as propostas e fornecer orientações sobre os procedimentos de inscrição. As mesmas podem ser obtidas no endereço de Internet http://www.inclusaodigital.gov.br/telecentros.
A coordenadora executiva do Programa no Ministério do Planejamento, Cristina Mori, explica que os projetos apoiados devem oferecer acesso livre e gratuito a todo cidadão; funcionar no mínimo 30 horas semanais; ter o espaço adequado e arcar com a sua manutenção (incluindo água, energia elétrica, segurança e limpeza). Devem ainda constituir um conselho ou comitê, com participação da comunidade, para acompanhar as atividades do telecentro e estabelecer as regras de uso de acordo com a realidade local, entre outras diretrizes.
A qualificação e expansão da atual rede de telecentros constituem importante contribuição para incluir no universo digital aquela população que ainda não dispõe de renda para comprar computador e conectar-se à internet, de acordo com o coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, com Cezar Alvarez.
Ele destaca ainda o papel da Rede de Formação na capacitação dos telecentros, cujo trabalho articulado com os bolsistas permitirá melhorar a gestão dos espaços e, principalmente, estimular processos de formação e de desenvolvimento de conteúdos digitais pelas próprias comunidades.
Segundo Cristina Mori, além de proporcionar o acesso às tecnologias, as comunidades atendidas poderão utilizar os telecentros para potencializar os programas sociais dos governos municipais, estaduais e de programas sociais federais. Será priorizado o apoio a telecentros localizados nas áreas de atuação das seguintes políticas federais prioritárias:
- Territórios da Cidadania (Ministério do Desenvolvimento Agrário);
- Territórios de Paz/ Pronasci (Ministério da Justiça);
- Territórios ou unidades de atendimento a povos indígenas (FUNAI);
- Comunidades quilombolas, ciganas e de terreiros (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/PR);
- Territórios da Pesca (Ministério da Pesca e Aquicultura);
- Espaços Prioritários da Política Nacional de Desenvolvimento Regional - PNDR (Ministério da Integração Nacional);
- Áreas de interesse ambiental e Salas Verdes (Ministério do Meio Ambiente);
- Áreas de investimento em infraestrutura social e urbana do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e de programas de habitação de interesse social do Ministério das Cidades;
- Pontos de Cultura (Ministério da Cultura);
- Áreas de vulnerabilidade em que estejam localizados Centros de Referência em Assistência Social – CRAS e Centros de Referência Especializados de Assistência Social – CREAS (Ministério do Desenvolvimento Social); e
- Organismos vinculados ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – SPM/PR), entre outras ações já em desenvolvimento.
Confira aqui o edital na íntegra
http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/telecentros/telecentros/Edital_TelecentrosBR-24-02-2010.pdf
Mais informações
http://www.inclusaodigital.gov.br/telecentros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou-se nesta terça-feira, 2, com diversos representantes da sociedade civil para discutir a criação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O encontro, que foi precedido por uma reunião técnica comandada pela Casa Civil, ainda não foi suficiente para revelar os detalhes do projeto para muitos dos participantes, mas ainda assim garantiu o apoio da maioria dos presentes. "A reunião foi um sucesso", avaliou o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, ao sair da reunião. "O presidente Lula ficou muito satisfeito e disse que pretende decidir sobre o plano ainda neste mês."
Há uma reunião previamente agendada para o dia 10 de fevereiro, onde o presidente Lula deverá decidir se a Telebrás será mesmo a empresa pública gestora da rede pública de banda larga que compõe o plano, se o Estado proverá diretamente o serviço de banda larga e a que preço. As equipes técnicas do governo prepararam diversos cenários para a oferta direta aos consumidores e, apesar de não divulgar quais as faixas de preços que estão sendo simuladas, os comentários feitos por alguns participantes do encontro é que todas as hipóteses são abaixo da média praticada atualmente pelo mercado.
Santanna preferiu não colocar a revitalização da Telebrás como um fato consumado dentro do governo, mas mostrou otimismo de que esta será a escolha de Lula na próxima reunião. "Tem grandes chances de a Telebrás ser a empresa pública do plano", declarou ao ser questionado sobre o assunto.
Regime público
Uma dos pontos que ainda geram controvérsia no projeto voltou a ser tema de discussão nos encontros de hoje: se a banda larga pode ou não ser classificada como um serviço público por meio de um decreto presidencial. A hipótese de estabelecer a Internet em alta velocidade como um novo serviço prestado em regime público é defendida pelos movimentos sociais e foi apresentada como uma pauta que não pode ser abandonada pelo governo pelo coordenador do Coletivo Intervozes, Jonas Valente.
"Nós falamos que há uma necessidade de que a banda larga seja prestada em regime público, mesmo que esta não seja uma decisão para agora", contou Valente. No núcleo do governo não há uma decisão sobre o assunto, principalmente por conta da intenção de lançar o programa ainda neste ano. Isso porque a definição da banda larga como serviço público exige a realização de um novo leilão para a distribuição de concessões, o que atrasaria o início do projeto.
De qualquer forma, a impressão dos participantes é que, mesmo que não haja uma definição nesta primeira fase sobre este, e outros, assuntos, nenhuma pauta está sendo descartada pelo governo. As entidades apresentaram outras demandas que podem ampliar o debate sobre a estruturação do plano. Uma delas é a garantia de acesso não discriminatório às redes, de preferência por meio da separação estrutural.
Acesso e conteúdo
Além disso, foi defendido que o plano não se restrinja ao provimento de acesso, mas amplie fronteiras para discussão mais ampla de políticas voltadas à produção de conteúdos, direitos autorais na web, programas de financiamento de equipamentos (como o Computador para Todos) e de estímulo às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Houve um franco apoio da maioria dos presentes à iniciativa pública de expansão da banda larga no país, mas há ainda grupos que defendem mais fortemente o provimento direto do serviço pelo Estado, seja pela esfera federal, estadual ou municipal.
Um outro pedido foi que o governo mantenha um diálogo forte com a sociedade mesmo nas fases após um eventual anúncio do plano, fazendo usos de consultas e audiência públicas para que a população possa participar mais ativamente das decisões que estruturarão o projeto.
Vazamento
Enquanto o presidente Lula discutia com seus convidados a proposta de um Plano Nacional de Banda Larga, um fato inédito ocorreu gerado, ironicamente, pela mesma Internet que o governo pretende estender a todos os brasileiros. Um dos participantes resolveu colocar em sua página no Twitter as informações que estavam sendo passadas aos participantes durante a reunião técnica - coordenada pelo assessor especial da Presidência, Cezar Alvarez, e pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra - e pelo próprio presidente Lula na reunião oficial.
O autor dos comentários é Marcelo Branco, da Associação Softwarelivre.org, que não ficou apenas na apresentação de detalhes do plano, mas colocou inclusive fotos da reunião com o presidente da República. De acordo com Branco, Lula teria dito que "depois de muito trabalho conseguimos conquistar de novo a Eletronet" e "queremos fazer a Telebrás voltar a funcionar". Lula teria falado ainda que a ideia do governo é fazer com a banda larga o mesmo que foi feito no setor elétrico, com o programa Luz para Todos. "Não queremos criar uma empresa estatal por criar... queremos uma empresa que ajude os brasileiros a ter banda larga mais barata", disse o presidente, segundo Branco.
Os detalhes mais técnicos revelados na página pessoal do representante da Softwarelivre.org - que também já foi diretor do Campus Party - foram postados durante a reunião técnica com Cezar Alvarez. Segundo Branco, Alvarez teria comentado que, atualmente, a cada 100 endereços fixos há 19 acessos à Internet no Brasil. E que, seguindo o ritmo imprimido até agora, o país teria apenas 33% de conexões em alta velocidade em 2014.
A meta do governo seria ampliar essa projeção para 68% nos próximos quatro anos, atingindo 20 milhões de acessos domiciliares e permitindo a conexão das pessoas das classes C e D. Ainda de acordo com Branco, Alvarez teria colocado como meta do plano a oferta de banda larga a um preço 70% inferior do praticado hoje. O assessor especial também teria dito que a Telebrás será reativada para atender pequenas e médias empresas, lan houses e telecentros estabelecendo uma "banda larga social".
Fust
Outra revelação é feita por Branco é a intenção de "usar o Fust na ampliação adicional do backhaul e acesso", de acordo com seu comentário no Twitter. Alvarez teria confirmado ainda a governança do programa será feita pelo Comitê Gestor de Inclusão Digital, sob sua tutela pessoal. Por fim, de que o governo estaria disposto a fazer um investimento de R$ 15 bilhões até 2014 dentro do PNBL.
Não se tem notícia de outro vazamento de informações de uma reunião com o presidente Lula, na Internet e em tempo real. Alguns comentários foram respondidos pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que participava do encontro, e que também tornou-se um usuário assíduo do Twitter.
Fonte: TI Inside
Foco em Voz sobre IP e softwares de gestão
(03/02/10)No início de 2009, uma nova gestão municipal foi empossada em São José do Rio Pardo, no nordeste do Estado de São Paulo. Com a nova gestão, novas ideias. Foi assim que surgiu o projeto de Cidade Digital do município paulista de 54 mil habitantes. A telefonia VoIP foi logo instalada e está sendo seguida por softwares de gestão, laboratórios de informática nas escolas, telecentros, serviços de e-gov e um sistema operacional próprio da prefeitura.
Para proporcionar tudo isso, uma infovia de 8 Mbps foi montada pelos técnicos do próprio município, com distribuição de sinal sem fio através de duas torres que servem à cidade de 419 quilômetros quadrados. A primeira ação foi instalar os atuais 180 ramais de VoIP. "Já obtivemos entre 30% e 40% de economia nas contas telefônicas desde que foi instalado, em meados de 2009", conta Marcelo de Paulo, diretor do CPD da prefeitura e responsável pela coordenação do projeto.
E esta economia tende a crescer. Até recentemente o VoIP estava somente nas secretarias. Na semana passada, foi instalado também nas escolas. E, para o futuro, pretende-se implantar orelhões públicos com telefonia VoIP. Inicialmente serão colocados três no segundo semestre, para a população poder se comunicar com a prefeitura. "Os munícipes solicitam serviços, ambulância, etc. ligando a cobrar para a prefeitura. Com os pontos públicos, vamos economizar mais", diz de Paula. Posteriormente, a intenção é colocar um orelhão VoIP em cada um dos mais de 30 bairros da cidade.
Paralelamente, a prefeitura investe em softwares para racionalizar a gestão. Segundo de Paula, este é o forte do projeto. Já há softwares instalados em diversas áreas, usados por uma variedade de setores e funcionários, a começar pelo próprio prefeito. Ele tem em sua sala uma grande tela com informações trabalhadas e gráficos gerados por um sistema de business inteligence (BI), que permite que ele faça consultas detalhadas a dados unificados a partir das informações geradas pelas diferentes secretarias. "Temos apostado mais nos softwares de gestão. Tendo uma boa ferramenta em mãos, sabemos onde fazer os investimentos", pontua o diretor do CPD.
Saúde, Educação e Assistência Social
Na área de saúde, também já há softwares de gestão operando, com todas as unidades de saúde interligadas. Atualmente, é possível fazer o agendamento online de consulta. Ou seja, indo a qualquer unidade de saúde da rede, é possível marcar consulta para qualquer outro posto de saúde ou hospital. Também é feito o controle de medicamentos e de farmácia: se o cidadão retira um remédio em um dos postos, isso fica registrado e a pessoa não consegue retirar o mesmo remédio em outro posto, o que evita fraudes e economiza recursos públicos. Em seguida, com a expansão do software de gestão, haverá prontuário eletrônico para cada cidadão que se consultar na rede (os médicos terão o histórico digitalizado e disponível em qualquer posto) e será possível marcar também os exames online.
Na área da Educação, os softwares para gerir a rede escolar ainda serão instalados. Por enquanto, as escolas estão recebendo laboratórios de informática, alguns deles doados pelo Ministério da Educação.
Na área de assistência social, o uso de programas de gestão está avançado e a prefeitura está desenvolvendo um sistema de cartão único. Desta forma, a SOS, autarquia municipal que realiza o atendimento social (com distribuição de roupas, cestas básicas, almoço, etc.), poderá saber que bairros precisam de mais auxílio e o que exatamente é mais necessário.
A área tributária e financeira também não está atrás. Os dados estão centralizados em um sistema que serve para alimentar e balizar os serviços de governo eletrônico que já são oferecidos e os que virão a ser lançados através do portal da prefeitura. "Os sistemas foram adaaptados para uso no portal. Os munícipes podem fazer consultas de protocolo, andamento de processos, certidões imobiliárias, segunda via de tributos, entre outros", conta de Paula. Segundo ele, o site foi relançado há pouco tempo e já tem alguns dos serviços disponíveis. Os outros estão sendo preparados − "precisamos ter as bases de dados prontas para colocar no ar", explica.
No novo portal, um dos serviços que já se encontram disponíveis tem feito bastante sucesso: o "Pergunte ao prefeito". Os cidadãos podem entrar no site − www.saojosedoriopardo.sp.gov.br −, escolher a opção no menu e enviar suas dúvidas e questões ao prefeito, que responde pessoalmente por email. No novo site, falta ainda ativar a rádio e a TV web, que consistirão, respectivamente, em streaming de uma rádio comunitária, no primeiro caso, e transmissão em tempo real de pregões e licitações, no segundo caso, para que cidadãos fora do prédio da prefeitura possam acompanhar as compras governamentais. "A transparência e a prestação de contas são uma grande preocupação", garante o diretor do CPD, lembrando que um link com a prestação de contas está disponível no novo portal.
Todos os softwares de gestão, maior preocupação do projeto de digitalização de São José do Rio Pardo, são construídos em software livre. A preocupação com os sistemas e a integração de dados é tanta que a equipe coordenada por de Paula desenvolveu um sistema operacional próprio, baseado em Linux, para uso nos órgãos municipais, que vem sendo instalado gradativamente nas máquinas usadas pelos funcionários. Segundo o diretor do CPD, não existe receio de dificuldades de uso por parte dos servidores públicos. "O sistema é adaptado para se integrar bem com os softwares e ferramentas padrão que eles usam no dia a dia", explica.
Os telecentros complementam o projeto de Rio Pardo. Há um total de três − dois nos bairros da zona urbana e um na área rural. Outros três estão sendo programados. Os locais têm programas em software livre e os rio-pardenses podem usar diariamente, das 8h às 17h. Há um limite de uso de uma hora e meia por dia. A população costuma usar para navegação, com auxílio de monitores que ajudam a encontrar serviços públicos, montar currículos e ainda fazem capacitações.
Fonte: Guia das Cidades Digitais
O Sistema REDECA foi lançado no Portal SPB
(02/02/10)Os municípios brasileiros e as ONGs podem contar com mais uma solução disponibilizada no Portal SPB, a solução REDECA. O sistema de informação foi desenvolvido pela Fundação Telefônica para fortalecer o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente. O lançamento ocorreu no segundo dia da Campus Party 2010, na cidade de São Paulo, em cerimônia que selou a parceria entre a Fundação e a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento.
O nome REDECA faz uma referência à sigla ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O sistema foi desenvolvido pela Fundação Telefônica, dentro de seu projeto de Redes de Atenção à Criança e ao Adolescente, em conjunto com oito municípios paulistas. A finalidade do software é integrar informações sobre cada criança atendida, num só registro, em que se pode observar dados sobre saúde, educação, assistência social e outros temas relativos ao desenvolvimento. Com isto, é possível identificar a trajetória e as necessidades dos beneficiados individualmente e analisar as demandas coletivas para a definição de políticas de atendimento.
Na análise do diretor-presidente da Fundação Telefônica, Sérgio Mindlin, a liberação do sistema REDECA no Portal do Software Público Brasileiro propiciará a milhares de municípios brasileiros conhecer a ferramenta e decidir sobre sua utilização. O programa, construído em plataforma de software livre, foi produzido de forma coletiva para contemplar os diversos formatos, necessidades e perfis das organizações governamentais e não-governamentais ligadas ao atendimento das crianças e adolescentes. “Nosso objetivo é facilitar o acesso das cidades a essa ferramenta e acreditamos que o Portal possa ser um grande mediador”, diz Mindlin.
Em conjunto com a disponibilização do REDECA a Fundação Telefônica oferece por meio do portal Pró-Menino (www.promenino.org.br), na seção Redes de Atenção a Crianças e Adolescentes, um conjunto de materiais de apoio contendo a metodologia de implantação e utilização do sistema.
O usuário do Portal pode baixar a solução diretamente do endereço:http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=18016032
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