Prefeitura (10220305)
| Nome da Prefeitura | Estado | Municipio |
|---|---|---|
| Prefeitura Municipal de Niterói | RJ | Niterói |
Prefeitura Municipal de Niterói
Adotar o uso de Softwares Livres em administrações públicas é fazer valer dois dos princípios básicos de esferas governamentais: a não-exclusão e o melhor aproveitamento dos recursos financeiros disponíveis.
É patente o fato de caminharmos para a sociedade da informação. E cabe ao governo liderar esta caminhada, de modo a sociedade possa usufruir dos benefícios gerados por esta sociedade, que tem as Tecnologias de Informação como agente determinante.
Programas proprietários, além de possuírem altos custos financeiros, não permitem que a tecnologia neles contida seja entendida e modificada pela sociedade – quadro este que constitui um ato contrário a liberdade de conhecimento. O uso de programas não proprietários, como o GNU/Linux nos Telecentros do município, é um exemplo de que a Prefeitura de Niterói está empenhada em levar até a população da cidade os benefícios gerados pelas novas tecnologias.
Mercado de Trabalho
Quando alguém toma conhecimento de que os Telecentros usam o Software Livre GNU/Linux em seus equipamentos, geralmente, faz a seguinte pergunta: sendo que a grande maioria das empresas trabalha com o sistema operacional windows, como um aluno pode estar preparado para o mercado de trabalho se foi capacitado em outro sistema operacional?
A pergunta é legítima. E a resposta esclarece: o GNU/Linux possui muitas semelhanças com o software proprietário, como interface gráfica, editor de texto, planilha eletrônica e outros. Isso significa que uma pessoa que faz um curso básico em GNU/Linux está apto a trabalhar como o software proprietário e vice-versa.
GNU/Linux
A bandeira do Sofware Livre é central para a Subsecretaria de Modernização Administrativa. O setor público, carente de recursos para obras sociais, saúde e educação, não pode gastar milhões de dólares por ano em licenças de programas de computador. O uso de softwares de código-aberto também estimula o desenvolvimento de tecnologia local e cria possibilidades de trabalho para programadores brasileiros.
O monopólio mundial de softwares precisa ser combatido com experiências reais que façam com que outros padrões de tecnologia sejam respeitados. Não é possível concentrar nas mãos de uma única empresa todas as decisões relativas à informática. Todos os Telecentros funcionam com o sistema operacional GNU/Linux e outros aplicativos livres como o Firefox, Gimp, NVU e OpenOffice.org.
Telecentros
Em um mundo de transformações sócio-econômicas cada vez maiores e mais rápidas a tecnologia cumpre um importante papel social. Sendo assim, o grau de acesso à informação pode exercer um papel tanto de agravamento do abismo entre ricos e pobres quanto pode ser um meio para superação desse abismo.
O projeto Telecentro: Educação e Inclusão Digital é uma política da Prefeitura Municipal de Niterói em conjunto com a Fundação Municipal de Educação que visa, no plano político, questionar o papel da tecnologia na sociedade, defendendo sua utilização como indispensável, em um projeto de inclusão social, tendo como direcionamento a transformação dessa política como de Estado, tornando permanente e contínua.
Trabalhando-se nessa ótica que a Subsecretaria de Modernização Administrativa elaborou o Plano de Inclusão Digital que utiliza o software livre para promover a inclusão social . Dessa forma, implementando salas com acesso a internet e com ações de aprendizagem da informática, cidadania e bom uso das ferramentas da rede mundial de computadores na busca de um processo educacional antenado com os novos tempos.
O projeto é baseado em algumas experiências de inclusão digital no Brasil, na qual essa política é permanente, com a abertura de salas com computadores conectados à Internet banda larga. Cada unidade possui entre 5 e 20 microcomputadores com sistema operacional Linux Debian, tendo instrutores treinados pela Prefeitura para o atendimento e monitoramento das atividades.
São oferecidos, basicamente, três serviços às comunidades: o uso livre, os cursos e as oficinas. Todos são gratuitos. Sendo o principal compromisso a qualidade pedagógica e inclusiva dessas ações.
As salas são abertas em 5 dias da semana, de segunda a sexta-feira, no horário de 9h às 17h. Durante esse horário fica na unidade um coordenador responsável pelo atendimento e funcionamento das salas, com quem a população pode tirar dúvidas e levar sugestões e reclamações.
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